Como escolher um teclado de membrana

Especificar teclado de membrana é uma sequência de sete decisões. Errar qualquer uma delas raramente aparece na entrega — aparece meses depois, em campo, quando a peça descola, apaga ou para de responder. Este guia é a ordem em que decidimos com o cliente.

1. Poliéster ou policarbonato?

Essa vem primeiro porque limita todas as outras. Poliéster para qualquer coisa com teclas de uso frequente, produto químico, calor ou limpeza diária — de 1 a 5 milhões de acionamentos. Policarbonato só para painéis majoritariamente gráficos, com poucas teclas e ambiente ameno; a vida na tecla é cerca de 100 mil acionamentos.

2. Serigrafia na primeira ou na segunda superfície?

Na prática, sempre na segunda. Imprimir no verso do filme transparente faz o dedo tocar o plástico, nunca a tinta. É a decisão isolada que mais separa um painel legível por anos de um painel com legendas apagadas em meses. Se um orçamento não especifica isso, pergunte — é aí que costuma estar a diferença de preço.

3. Com domo ou sem domo?

Pergunte-se: o operador precisa sentir que apertou? Se ele usa luva, se o ambiente é barulhento ou se o comando é crítico, use domo metálico (2 N a 8 N). Se o ambiente é silencioso, o toque é frequente e o clique incomodaria, vá sem domo — mais barato, mais silencioso e com vida útil ainda maior. Nesse caso, compense com LED ou bipe de confirmação.

4. Qual adesivo?

Depende da chapa, não do teclado. Alumínio anodizado, inox escovado, aço pintado a pó e ABS pedem adesivos diferentes. Plástico de baixa energia (PP, PE) precisa de adesivo específico. Superfície irregular pede VHB. Perto de forno ou motor, adesivo de alta temperatura. Borda descolando é a falha número um em peça mal especificada.

5. Qual conector?

Em projeto novo, escolha o mais simples que a sua placa aceita — ZIF costuma ser o mais econômico. Em reposição, reproduza exatamente o original: qualquer adaptador vira ponto de mau contato. E deixe folga no comprimento do rabicho; poucos milímetros a menos atrapalham a montagem para sempre.

6. Que acabamento?

Fosco anti-reflexo se houver luminária forte ou sol; hardcoat se houver risco de risco ou abrasão; proteção UV em qualquer coisa exposta ao sol. Esses três somam pouco no custo e são o que decide a aparência da peça daqui a três anos.

7. Que fornecedor?

Verifique se ele faz protótipo antes da série, se testa 100% das peças eletricamente, se guarda o seu ferramental identificado, se consegue revisar arte em dias e se responde no seu fuso horário quando algo dá errado.

Checklist para pedir orçamento: medidas ou desenho; número de teclas; se precisa de domo; se tem display e onde; se tem LED; tipo de conector e comprimento do rabicho; material da chapa onde vai colar; produto de limpeza usado; faixa de temperatura; se pega sol; e a quantidade — em peça única e em lote, para comparar.

Não sabe responder alguma dessas?

Normal — a maioria dos clientes não sabe. Descreva o equipamento e onde ele fica que a gente especifica junto com você.

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Perguntas frequentes

Qual material escolher: poliéster ou policarbonato?

Poliéster para teclas de uso frequente, ambiente com químico, calor ou limpeza diária. Policarbonato apenas em painéis majoritariamente gráficos, com poucas teclas e ambiente ameno.

O que é serigrafia na segunda superfície e por que importa?

É imprimir a arte no verso do filme transparente, de modo que o dedo toque o plástico e nunca a tinta. É o que impede as legendas de apagarem com o uso e a limpeza.

Quando usar domo metálico?

Quando o operador precisa sentir que acionou: uso com luva, ambiente barulhento ou comando crítico. Em ambiente silencioso e de toque frequente, sem domo costuma ser melhor e mais barato.

Por que o adesivo é escolhido pela chapa e não pelo teclado?

Porque a aderência depende da energia superficial do material onde a peça será colada. Alumínio, inox, aço pintado, ABS e plásticos de baixa energia exigem adesivos diferentes.